• Rodrigo Machado
    6
    No Catarse, sempre partimos da lógica de que começar focado e ampliar nosso escopo de atuação à medida em que avançamos, torna a operação estável e sustentável. É a melhor maneira de progredir para iniciativas independentes, sem financiamento externo. :wink:

    Daí queremos saber com vocês:

    Qual deveria ser o foco de atuação inicial da Multidão?

    Investigação da política e do poder no Brasil - projetos e pautas que investigam fatos que sejam de interesse público mas estão ocultos da sociedade. Crimes e corrupção estão entre os principais assuntos nesse tópico.

    Cobertura do Brasil profundo - projetos e pautas que visem aumentar e expandir a presença do jornalismo para além dos grandes centros urbanos e do eixo tradicional da informação. Um jornalismo que atue na vida das pessoas a partir de um contexto localizado geograficamente. Fortalecer veículos de mídia local, contar as estórias e notícias do cotidiano dos rincões brasileiros estariam entre os assuntos abordados por projetos aqui.

    Cobertura em favelas e periferias - projetos e pautas que têm como objetivo potencializar um outro olhar e fazer jornalístico sobre os acontecimentos da favela, da margem, da periferia. Fortalecer mídias que sejam oriundas e trabalhem nessas regiões, contribuindo para que informações apuradas de dentro das comunidades possam alcançar audiências mais amplas.

    Combate à desinformação - projetos e pautas que visam manter uma vigilância constante sobre a veracidade de informações de conhecimento público, concentrados em checagem de fatos e fontes. Projetos que contribuam para ajudar a instruir o público a identificar mentiras, exageros e incoerências nas informações distribuídas na internet e meios de comunicação.

    Diversidade e combate às opressões - projetos e pautas focados em aumentar a presença de vozes mais diversas e plurais no jornalismo tanto no espectro de produção de informação quanto nas fontes consultadas para, consequentemente, gerar mais diversidade no debate público. Vozes e visões de mundo que representem minorias, populações vulneráveis e/ou não tenham representatividade adequada na mídia brasileira.

    Meio Ambiente - projetos e pautas focados em cobrir e investigar os problemas, desafios e soluções para as questões mais relevantes ligadas à exploração comercial da Amazônia, mudanças climáticas, ao desmatamento e às condições de vida de populações que dependem de sua relação com o meio ambiente para sua sobrevivência e legado cultural.

    Para conseguir votar é só fazer o login ali no menu.

    Se não tiver funcionando o login é só criar uma conta (também bem rápido) nesse link: https://forum.multidao.com.br/entry/register

    Se as dúvidas persistirem sobre como fazer o login, basta ver esse vídeo
    1. Como você se define? (63 votos)
        Jornalista
        37%
        Produtor(a) de conteúdo
        16%
        Público | Audiência
        48%
    2. Qual deveria ser o foco inicial da Multidão? (63 votos)
        Investigação da política e do poder no Brasil
        40%
        Cobertura do Brasil profundo
        16%
        Cobertura em favelas e periferias
        10%
        Combate à desinformação
        27%
        Diversidade e combate às opressões
          5%
        Meio Ambiente
          3%
    3. Se você pudesse escolher uma segunda opção de foco, qual seria? (63 votos)
        Investigação da política e do poder no Brasil
        14%
        Cobertura do Brasil profundo
        24%
        Cobertura em favelas e periferias
          5%
        Combate à desinformação
        25%
        Diversidade e combate às opressões
        17%
        Meio Ambiente
        14%
    4. Sentiu falta de algum foco possível? (63 votos)
        Não.
        84%
        Sim. Descreva a sua sugestão nos comentários abaixo.
        16%
  • Rafa Rezende
    1
    Para conseguir votar é só fazer o login bem rapidinho ali no menu. :)

    Se não tiver funcionando o login é só criar uma conta (também bém rápido) nesse link: https://forum.multidao.com.br/entry/register
  • Allan
    1
    Sobre o foco que senti falta, sugiro não a adição de uma nova opção, mas uma ênfase no modo de contar histórias, mais próximo do que se chama de Slow Journalism. Penso que talvez não seja o momento de discutir modos, gêneros e linguagens dos conteúdos, mas já quis deixar minha contribuição aqui. Parabéns pela iniciativa inovadora e relevante.
  • Bruno Borges
    3
    Adorei os temas, estão super alinhados com o que acredito ser os instrumentos para o progresso da democracia.
    Um tema que acredito que seja importante abordarmos é a concentração de renda e a desigualdade social, sei que muitos dos temas estão alinhados a isso, mas tratar disso especificamente eu acho muito importante.
    O governo que se diz liberal precisa ser pressionado a abrir a concorrência com os bancos e a imprensa alternativa pode aproveitar a declaração da Unecs que fala sobre verticalização dos bancos e juros recordes, para relembrar que a concentração de renda é a raiz da maior parte dos problemas no Brasil.
    Brigadão pelo espaço, e tamo junto!
  • Valdo Santos
    1
    Boas opções de foco! Se fosse escolher uma terceira, ficaria com a opção 'combate à desinformação'. Valeu galera!
  • Andeira
    3
    Com tantas necessidades é difícil definir foco - já que o ideal seria falar de tudo.
    Mas enfim, precisamos começar.
    Sugestão de manter uma linha transversal em todos os temas para tratar também das questões municipais para termos a noção do impacto que os municípios podem ter nas esferas da macropolítica. Talvez seja esse eixo do Brasil Profundo, ser um pano de fundo para outros temas também.
  • Lucas das Dores
    1
    Realmente difícil de definir um foco. Na minha opinião, justamente por tratarmos de projetos de mídia independente, deveríamos tratar de focos pouco cobertos pela mídia tradicional. Embora seja importante a fiscalização política e do poder do Brasil acredito que já uma parte mídia tradicional tem boa parcela do seu foco nisso.

    Acredito que ainda existem muitas lacunas que podem ser sanadas com iniciativas como esta. Poderíamos usar os veículos de mídia independentes para nos aproximar e entender melhor a população, daí minha preferência a cobertura das favelas.

    Claro, a desinformação provou custar muito caro, e também nos provamos muito ineficazes em combatê-la. As pessoas se mostraram muito mais inclinadas a agir por afeto que por fatos.

    Acredito que o fortalecimento de mídia independente, próxima a população e de fato combativa a desinformação é essencial.
  • Beto Cataldi
    1
    Parabéns pela iniciativa! Os temas sugeridos me parecem muito alinhados ao que a imprensa tradicional já acompanha. Ainda mais com a saturação do editorial político que se anuncia pelos próximos meses/anos... Senti falta de um tema que englobe apurações de fôlego não necessariamente ligadas a temas pré-definidos. Essa visão também é tradicional demais, penso. Grandes investigações costumam levar por caminhos que vão além de uma "editoria", pois são histórias plurais.

    Mas ainda assim, muito feliz com a iniciativa!
  • Fabio Ortiz Jr
    1
    Meu comentário inicial será breve; mais tarde retornarei com uma reflexão mais densa, se me permitirem.
    Além dos parabéns pela iniciativa, muito necessária e oportuna (muito a dizer aqui), digo que li os comentários anteriores antes de escrever este: todos fazem apontamentos importantes e ressalto alguns mencionados pelos colegas Andeira, Lucas e Beto.
    Respondi ao questionário sobre os seis focos indicados enquanto enfrentava certa angústia por ter que escolher, conforme proposto. Ok, são focos, eu me dizia! Para a ação, temos que ter algum!
    Mas a coisa é mais complexa, bem mais complexa (mesmo para a ação), para quem desenvolveu minhas formações e vivências.
    Respondi:
    1- Combate à desinformação (porque, para além da guerra tradicional informação / contrainformação, agora enfrentamos a desinformação);
    2- Investigação da política e do poder no Brasil (porque aí reside a raiz da estrutura que reproduz nossos males);
    3- Sim, senti falta de algum foco possível (o que explico a seguir).
    A resposta 3 foi feita para abrir esta perspectiva: o grande quadro. Na verdade, uma superposição de quadros gradativamente mais amplos, envolvendo e ampliando quadros anteriores e focos diversos, mas todos relacionados e interdependentes. É o caminho inadiável em direção ao pensamento complexo, pois a realidade assim o é.
    Eu teria respondido, de meu ponto de vista do olhar complexo, apenas isto: meio ambiente. Mas eu não seria entendido e menos ainda compreendido, pois o termo 'meio ambiente' (um pleonasmo imperdoável) não é percebido pelo senso comum (e menos ainda nesta era que instaura o reino da mediocridade exuberante) como algo que abrange todas as atividades, todas as interações dos indivíduos e das coletividades com o meio, seja ele natural ou socialmente construído: as maneiras como a humanidade remanescente vem se organizando e ocupando todos os espaços disponíveis.
    Sem que esta grande visão seja coletivamente construída no processo, penso que continuarei a ver grandes e generosas iniciativas se perderem, até que cansem de correr atrás do próprio rabo. É tudo o que os senhores da 'mens demens' mais desejam.
    Aprender e ensinar fazem parte do mesmo processo, não há um sem o outro. Contem comigo em tudo o que estiver ao meu alcance.
    Abraço fraternal
  • Cássia
    1
    Acho que a "Cobertura do Brasil profundo" abrange todos os outros temas e acredito ser o mais completo de todos
  • Denis
    2
    Acho que o Multidão devia focar num tipo negligenciado de jornalismo: o jornalismo em busca de soluções. Jornalismo profundo, propositivo, com foco não em acirrar polarizações, mas em resolver problemas. Não que investigações e denúncias não tenham importância, mas estamos já soterrados nelas. Precisamos de um jornalismo que procure saídas e que fure bolhas.
  • Thiago Maia
    14
    @Allan @Bruno Borges @Valdo Santos@Andeira@Lucas das Dores@Beto Cataldi @Fabio Ortiz Jr @Cássia @Denis

    Muito obrigado pelos seus comentários até aqui! Surgiram excelentes pontos nessa conversa até aqui. Nós estamos aguardando ainda mais pessoas participarem da discussão para que a gente possa compilar/responder/encaminhar tudo o que foi dito por aqui e seguirmos na discussão. Nada está escrito em pedra, e a ideia de lançar essa pergunta foi justamente para sairmos das nossa discussões internas e ouvirmos vocês. Sentirmos a temperatura e impressões mesmo.
  • Rodrigo Machado
    6

    Eu fiquei curioso com sua colocação Denis. Teu ponto me pareceu bem pertinente e adoraria ler/conhecer mais sobre esse jornalismo mais propositivo em relação às soluções. É muito importante pra gente conseguir atuar onde existam oportunidades de realizar algo diferente. Por isso, me parece que abordagens que partam desse ponto de um jornalismo que, além de relatar, propõe, ajudariam no objetivo que temos de ampliar o debate e aproximar um pouco mais jornalistas e audiência.

    Consegue disponibilizar referências que você considere legais por aqui?
  • Alice
    1
    Analise economica transnacional
  • Denis
    2
    Oi Rodrigo,
    Acho que vale a pena olhar o site do Solutions Journalism Network, para se aprofundar. Um membro dessa rede aqui no Brasil é o Pedro Burgos, se quiser o contato acho que vale falar com ele. E fico também à disposição para conversar. A questão é que encontrar soluções é menos mobilizador do que denunciar - atrai menos audiência, e talvez dê mais trabalho....
  • Rodrigo Machado
    6

    Obrigado pela referência! Vou olhar e aprofundar e agradeceria demais o papo e a ponte também com o Pedro Burgos. Particularmente, ainda sem aprofundar, esse caminho atrai demais.

    Sem dúvidas é mais difícil ir por esse caminho, possivelmente teria menos apelo. Mas é isso também...Não acho que tenhamos de fazer opções pelo mais fácil não. É mais que benéfico abrir o escopo e não negar nenhuma possibilidade nesse momento.
  • dtygel
    9


    De acordo com o Bruno. Acredito que seja importante observar de maneira didática os fluxos econômicos e de poder na sociedade. Desvendar relações entre ganhos econômicos e decisões políticas, com foco em formas de disputar a narrativa sobre a economia no país. Um exemplo é o meme que mostra os impactos da previdência de militares e judiciário sobre o orçamento, comparado com o do trabalhador comum, deixando a nu (desfazendo) o argumento de que a reforma da previdência seria necessária.

    A relação entre o custo bolsa-família versus os títulos da dívida pública, em memes e jornalismo investigativo, ou então entre o valor de sonegação de impostos em paraísos fiscais versus os ganhos da PEC de congelamento dos gastos sociais, são outros exemplos.

    Enfim, desmascarar um discurso que manipula a informação, buscando cada vez mais fazer sentir na pele os impactos, sobre a desigualdade econômica e social, dos projetos e propostas ultraliberais.
  • dtygel
    9

    Também escolhi como segundo foco "meio ambiente", mas numa visão de desenvolvimento que olhe para o futuro desta e das próximas gerações. Pois a estupidez que estamos vivendo, a mediocridade e imediatismo dos discursos e ações relativos ao desenvolvimento, e, o que é pior, a própria visão frágil que se vende para questões ambientais, restringindo-as a preservação ou a barreiras ao desenvolvimento, são terríveis.
  • dtygel
    9

    Lembro sempre da crítica ao filme "O Veneno está na mesa I", pois só denunciava e não apresentava saídas. Assim, como diz o Denis, isso tende a nos manter numa bolha. Daí veio o "O Veneno Está na Mesa II", que tem uma segunda parte inteira apresentando soluções a partir da agroecologia.

    Por um lado, acho ótimo buscar articular (independente do foco: acredito que este debate aqui está mais sobre "forma") sempre 3 dimensões neste jornalismo:

    • 1. A crítica, ou seja, a visão da denúncia, da desmistificação, da desmanipulação, do fato investigativo com contexto e leitura da realidade;
    • 2. A resistência, ou seja, olhar o Brasil profundo, a sua diversidade, complexidade, nuances, "histórias de vida", depoimentos, para combater a simplificação do país como sendo "bons e maus", mas sim uma grande amálgama bio, social e culturalmente diversa;
    • 3. A proposição, ou o "anúncio", trazendo alternativas, soluções, em campos como agroecologia, economia solidária, economia criativa, inovação, etc.

    Ficar só na proposição é perigoso, pois pode cair na ingenuidade de que o que o mundo necessitaria seria de simples soluções. Não é, pois existe o poder, a política, e a geopolítica.

    Ficar só na resistência pode acabar gerando uma falta de profundidade, uma lógica apenas de "contos", histórias de vidas pessoais, coletivas ou de comunidades, sem ir além.

    E ficar só na denúncia angustia, paralisa, e dificulta sair da bolha de quem já está fazendo estas análises. Mas é fundamental, pois dá textura e capacidade politicamente emancipatória às dimensões da resistência e do anúncio. Sem a crítica, podemos acabar chegando numa "pós-verdade", em que tudo é válido, enquanto é preciso buscar apontar as armadilhas, denunciar as manipulações fatuais e simbólicas, buscar colocar pulga atrás da orelha das pessoas para que saiam do conforto de suas redes sociais.

    Ainda sobre formato, tenho um comentário a mais, mas vai em outro comentário.
  • dtygel
    9
    Para além dos focos, o que mais me preocupa é a forma em que isso se dará. Não tenho respostas, mas boa parte do que precisamos para lutar contra a desinformação e o conforto das bolhas da pós verdade tem a ver com a forma dos conteúdos. Devem ser criativos, meméticos, leves e ao mesmo tempo profundos, despertar desconfianças em quem lê, para que se estimulem a sair da caixinha.

    A disputa simbólica é fundamental nos tempos atuais. Apenas a racionalidade não é suficiente. Na verdade, a racionalidade está sendo questionada, inclusive, com esta tendência de um "homo stupidus" que se contenta com a sua verdade relativa e não com fatos, argumentos ou correlação entre fatos e realidade...
  • Santos Camara
    2
    Coloquei na pesquisa que sentia falta de mais focos possíveis só pelo fato das opções de focos apresentadas, todas sejam pertinentes às pautas possíveis futuras, falo que todos os focos apresentando sejam de bastante interesse a massa(público, no caso...)

    Possivelmente, digo aqui como uma sugestão mesmo, pegar metade das foco/possíveis pautas (3 no caso), trabalhar com uma metade em período de tempo, que possa vir a ser pensado com carinho, o exemplo que vou usar para ilustrar a sugestão, seria, que no período de 3 meses. 3 pautas por trimestre, utilizando de um foco apresentado acima por mês neste recorte temporal.
  • Thiago Maia
    14
    @dtygel Obrigado pelo seu comentário! Não assisti ao 'Veneno está na Mesa' e fiquei curioso em ver essa construção tal como você colocou aqui.

    O que eu tiro disso tudo é que, fizemos uma pergunta inicial sobre foco, mas dá pra sentir que é natural que apareçam questões relacionadas à linguagem e aos "tipos" de jornalismo possíveis de serem financiados (independente do foco/cobertura). São questões interligadas e acho natural que a gente acabe tentando responder à todas as perguntas ao mesmo tempo (o que é bem difícil!)

    Num primeiro chute, penso que essas questões levantadas (o "slow journalism", o jornalismo em busca de soluções, a linguagem divertida, leve, porém profunda, etc) podem ser "requisitos" das rodadas de financiamento. E devemos pensar se são requisitos obrigatórios ou não.

    Me explico.

    Imaginem que a Multidão é mais parecida com uma Ford Foundation, Open Society, Omidyar Group. Ou seja, se fôssemos posicionar a Multidão no espectro do ecossistema de jornalismo, estaríamos mais próximos dessas entidades do que qualquer outra organização do ecossistema. Com uma diferença fundamental entre a Multidão e esses grupos (além da quantidade de dinheiro que eles tem rs): são os membros da Multidão que dão dinheiro para o fundo existir. E são os membros da Multidão que participam do processo decisório do fundo - ou seja, quais "chamadas públicas" são feitas e para onde o dinheiro dessas chamadas públicas vão.

    Digamos que a Multidão conseguiu levantar com seus membros um montante de R$500.000,00. E a gente decidiu que esses R$500.000 vão ser distribuídos ao longo do ano em 4 chamadas públicas (digamos 1 por trimestre). Cada uma dessas chamadas públicas terá um tema, com critérios claros, para que a Multidão possa receber proponentes para receber os recursos (é exatamente na linha do que o @Santos Camara comentou aqui em cima.

    Digamos que a primeira chamada pública tem o tema "Política e poder no Brasil" (estou dando um exemplo aleatório), e esse tema vem junto de uma página explicativa, onde mostramos que iremos apoiar até X projetos que queiram entre R$10.000 a R$20.000 cada projeto. E então, colocamos como critérios/exemplos de projetos aqueles que trabalhem com "Jornalismo de soluções, Linguagens leves e divertidas, etc, etc".

    Como isso soa pra vocês?
  • dtygel
    9

    A ideia de chamadas é boa. Só não sei se apenas por tema.

    Houve outro comentário em que propus outros tipos de chamada, em especial chamadas para cobrir histórias de construção/lutas por parte de coletivos (grupos, organizações, ONGs, movimentos sociais, cooperativas, associações de moradores...), que aí seriam chamadas em 2 etapas: de seleção dos casos a serem cobertos, e então de propostas de cobertura por parte de jornalistas ou meios de comunicação.

    E me vem agora que pode ser necessário financiar temas conjunturais que tenham explodido (e não estavam previstas em "temas"), como por exemplo as manifestações de 2013...

    De qualquer maneira, é muito legal que os critérios sobre a forma estejam na chamada. O difícil seria definir estes critérios, né?
  • Bernardo Vianna
    1

    Não sei se foi bem sobre isso que Denis estava falando, mas acho que nesse jornalismo de solução entra a cobertura de, por exemplo, boas práticas realizadas por organizações e o impacto positivo de determinadas políticas públicas.

    Particularmente, acho isso importante porque, por exemplo, quando o ministro do meio ambiente suspende o financiamento de ONGs, como fez esta semana, a grande maioria das pessoas não imagina que isso significa que um técnico que faz capacitação em agroecologia ou em cooperativismo vai deixar de visitar uma comunidade lá no interior do Amazonas que poderia ter sua renda e qualidade de vida melhoradas por esse tipo de programa. Da mesma forma, um político pode apresentar uma solução como grande novidade quando, na verdade, aquilo já é trabalhado por alguma organização ou política pública, mas ninguém sabe. Enfim, para uma visão mais crítica é preciso que as pessoas conheçam também as coisas positivas que já estão sendo feitas, para que essas iniciativas sejam promovidas e protegidas.

    Exemplo de pautas a cobrir seriam os projetos categorizados como tecnologias sociais (salvo engano, o Banco do Brasil mantinha uma biblioteca online dessas tecnologias).
  • Thiago Maia
    14


    Sim, de fato a definição dos critérios não é algo simples. Inclusive para isso vamos precisar nos debruçar e estudar mais a fundo editais e fundos de fomentos a jornalismo já existentes para mapear melhor como esse processo é feito.

    Sobre as chamadas, a ideia de iniciar por temas mais abrangentes surgiu inicialmente para não restringir o escopo de investimento da Multidão somente a coberturas/reportagens e para tornar o processo de engajamento de quem chegar num primeiro momento mais aberto (E aí fica uma pergunta no ar: a Multidão poderia também financiar um projeto de formação de jovens jornalistas, por exemplo? Ou seja, o dinheiro seria usado para fortalecer algum projeto que envolvesse treinamento/educação/experiência prática para jovens jornalistas?).

    Talvez a ideia de ter chamadas mais específicas e com foco mais minucioso, como você propôs, possa acontecer num segundo momento? Pode ser que seja um caminho mais natural, depois de algumas rodadas de escopo mais aberto, com temas mais amplos, a gente começar a experimentar algo mais específico?
  • Amilcar
    1
    Parabéns pela iniciativa e vamos lá !
    Escolhí Brasil Profundo porque penso que sejam mais relevantes, neste momento em que temos um país com profundas divergências, iniciativas que possam nos aproximar. E a cultura dos nossos diversos recantos pode bem ser um traço de união.
    Escolhí Combate à Desinformação porque este é um desafio duro e significa muitíssimo na conscientização das pessoas. Precisamos reduzir o gráu de manipulação...
    Abraços
bold
italic
underline
strike
code
quote
ulist
image
url
mention
reveal
youtube
tweet
Adicionar Comentário

Bem-vindo(a) ao Fórum da Multidão

Este é o Fórum da Multidão, um fundo coletivo iniciado pelo Catarse para financiar projetos de jornalismo independente no Brasil.

Categorias